Tenho um cliente, um garoto, que tem um filho, um bebê, que veio no escritório esses dias para contratar meus serviços e propor uma Ação de Regulamentação de Visitas. É aquela velha história de gravidez na adolescência tão batida na Revista Capricho (ainda é Capricho?).Proposta a ação, a dita cuja "mãe da criança" contestou dizendo que não deixa meu cliente visitar o bebê porque ele fuma. Aham!Alega que na casa dele todo mundo fuma, por isso não deixa levar, visitar, pernoitar, nem nada. Talvez o moleque poderá apresentar um programa com Silvio Santos, ela disse, mas meu cliente não passa nem perto do filho.
Jurou de pé junto e mãos abertas, que não é por causa da nova namorada linda e loira que o garoto/cliente desfila na moto nova. O único absoluto motivo é o cigarro.
Um sujeito formidável deu de presente esses dias, numa conversa certeira, a argumentação impugnativa da moça: todos nós, infelizmente, qualquer ser humano neste mundo, por mais que tentemos, jamais conseguiremos largar desse maldito hábito: “fumante passivo”.
Inclusive, leve-se em conta que a própria "Super Mãe", eleitora do Governador de Sampa, também fumou alguns cigarros durante os primeiros meses de gravidez, enquanto o meu cliente parou de fumar numa tentativa incentivá-la a fazer o mesmo.
Não tem nada que ver com o 'fumus boni iuris' como quis fazer piada o estagiário.
Cuidado, respeito e saúde, certo. Agora, usar de uma coisa que ela sabe que é observada com atenção, como subterfúgio para impedir, por vingança, por ciúme, um pai de ver um filho, é hipocrisia retumbante mesmo.
Porém, vamos lembrar que "Onde há fumaça, há fogo."
Não se deve fumar perto de crianças.
Não se deve proibir pais e filhos de se verem.
Trata-se de uma criança.
Ela vai crescer e não vai esquecer.
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